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05/11/11

O IDH do Brasil

Via Viomundo

Fernando Brito: Lula está certo sobre o IDH, usaram dados velhos

por Fernando Brito, em Projeto Nacional e Tijolaço, sugestão de Morvan Bialsky
Vocês devem ter lido que o ex-presidente Lula, no meio de um sério tratamento de saúde, abalou-se para reclamar dos números do Índice de Desenvolvimento Humano divulgados quarta-feira, com grande estardalhaço.
Nele, o Brasil subia apenas uma posição, ficando em 84° lugar, entre 187 países. E ainda caía, quando levados em conta os indicadores de igualdade/desigualdade social.
Prato feito para nossa imprensa.
Se não é Lula, sem voz, estrilar, virava verdade.
Mas, como ele estrilou, é só convidar os jornalistas a visitarem, no site da própria ONU, a página que dá a informação sobre de onde eles tiraram estes dados.
E lá você vai ver que as estatísticas usadas foram as da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar, PNAD, do IBGE, que é divulgada anualmente, com dados do ano anterior.
A que o ranking do IDH usou é a de 2005, com dados de 2004!
A de 2009 está disponível no site do IGBE, com os dados do ano de 2008, como você pode ver aqui.
Agora, compare o que acontecia em 2004 com este gráfico publicado semana passada sobre renda e desigualdade no Brasil pela The Economist, no qual traduzimos os títulos, sem mexer nos dados.


Abaixo, observe como a velha mídia trata o questionamento do Lula. Apresenta-o como sendo vago, deixando implícita a ideia de que o incômodo de Lula não possui qualquer fundamento.


O GLOBO
Lula liga para Gilberto Carvalho e reclama dos critérios para medir IDH do Brasil
Publicada em 03/11/2011 às 17h05m
Luiza Damé (luiza@bsb.oglobo.com.br)
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BRASÍLIA - Apesar das recomendações médicas para falar pouco, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou, nesta quinta-feira, para o ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, e reclamou do resultado do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da ONU, em que o Brasil subiu uma posição, mas ainda tem elevado grau de desigualdade social . Segundo Gilberto, Lula estava irado e cobrou uma reação do governo. Lula contestou a metodologia utilizada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
- Ele nos deu um telefonema iradíssimo hoje, disse que (o resultado) era injusto e que a gente tinha de reagir - contou Gilberto, durante o "Seminário Internacional Programa Cooperação Brasil Próximo", no Palácio do Planalto.
GRÁFICO: Veja o ranking do IDH dos principais países e a situação brasileira
LEIA MAIS: Com redução das mortes de mães, diminui desigualdade de gênero no Brasil
LEIA MAIS: Desigualdade aumenta nos Estados Unidos
Mais tarde, o ministro disse que o ex-presidente falou das divergências entre a metodologia usada pelo Pnud, e os números do governo brasileiro. O próprio ministro defendeu cautela nesse debate, mas ressaltou que os indicadores sociais brasileiros estão melhorando.
- Ele sabe que tem uma questão de metodologia nessa avaliação do Pnud e que os números brasileiros não foram utilizados. Com todo o respeito, porque precisa muita cautela nessa questão, nós entendemos que vale uma discussão em torno da metodologia que é usada. Temos consciência de que nossos indicadores sociais cresceram e seguem crescendo, mas não queremos entrar numa polêmica sobre isso - afirmou Gilberto.
Segundo o ministro, Lula ficou preocupado com o resultado e questionou a metodologia usada. Gilberto lembrou que, no ano passado, o Pnud mudou a metodologia, sem comunicar o governo brasileiro, e o país caiu na avaliação do desenvolvimento humano.
- O presidente ficou preocupado com a primeira visão que houve, e estamos colocando ele a par de tudo o que aconteceu. O importante é que o Brasil, num ritmo mais lento ou mais rápido, continua numa linha de diminuir suas diferenças sociais. Ele está bem vigilante e acompanhando cada passo. Por todo o esforço que estamos fazendo, ele questionou a metodologia - disse.
O ministro afirmou que os técnicos do governo brasileiro vão discutir com o Pnud a metodologia do IDH:
- Desta vez dialogamos com o Pnud e não queremos nenhuma confusão, mas ainda temos divergências quanto ao método. É uma questão técnica e nossos técnicos sentarão com o Pnud para fazer a discussão adequada. Para nós o importante é que continuaremos investindo para que a redução das desigualdades continue sempre caindo e sejamos um país menos desigual. Isso é o que nos interessa.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/11/03/lula-liga-para-gilberto-carvalho-reclama-dos-criterios-para-medir-idh-do-brasil-925731315.asp#ixzz1cpUpDMh6
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E agora, a reação de alguns leitores esclarecidos de O Globo. Só tem torcida.



  • ANTONIO JORGE SIMOES VELASCO
    05/11/2011 - 00h 35m
    - O presidente ficou preocupado......

    O Gilberto esqueceu que o Lula não é mais presidente.

    Quando a verdade dos números aparece, os petista ficam irados, pois assim não consiguiram vender a imagem do "Brasil Potencia".

    Este país definitivamente não é sério, como dizia o General De Gaulle.

  • Dada Praib
    04/11/2011 - 20h 08m
    A elaboração do IDH é fruto de estudos seríssimos elaborados por pessoas que ESTUDARAM muito para elaborá-lo, é natural que um ignorante não entenda.

    PERCEBAM QUE OS PAÍSES QUE FICARAM NAS 10 PRIMEIRAS POSIÇÕES SÃO JUSTAMENTE AQUELES QUE TEM OS MAIS BAIXOS ÍNDICES DE CORRUPÇÃO NA FACE DA TERRA.

    NÃO SOMOS OBRIGADOS A ESCUTAR AS ASNEIRAS DO EX-PRESIDENTE LULA

  • alibabahdupt - via Esse comentário foi enviado pelo celular do leitor, visite http://globon.mobi
    04/11/2011 - 13h 57m


    NO MÍNIMO O BARBUDO ESTAVA BEBADO... QUE TAL ENFRENTAR A FILA DE UM HOSPITAL PÚBLICO PARA RESOLVER SEU PEQUENO PROBLEMINHA DE CANCER... 

    DEEEEUS ESSA MATRACA NAO FECHA NEM COM CANCER??? ACHO QUE SATSNAS JA TS RELAXANDO A PRISAO DESSA DESGRAAAACA!!!!

  • Alemao55 
    04/11/2011 - 12h 51m


    NO MÍNIMO O BARBUDO ESTAVA BEBADO... QUE TAL ENFRENTAR A FILA DE UM HOSPITAL PÚBLICO PARA RESOLVER SEU PEQUENO PROBLEMINHA DE CANCER... E SABER REALMENTE O QUE É SER MENOS FAVORECIDO NESSE PAÍS ABENÇOADO... E POR FALAR NISSO "POR QUE NÃO TE CALAS" TEU TEMPO JÁ FOI... MORRA DE INVEJA DA POPULARIDADE INTERNACIONAL DA PRESIDENTA...



  • Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/11/03/lula-liga-para-gilberto-carvalho-reclama-dos-criterios-para-medir-idh-do-brasil-925731315.asp#ixzz1cpW5mmD8 
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    03/12/10

    Lula e o povo

    Do IG
    Do Último Segundo

    Lula e o Povo
    Fotógrafo oficial da presidência desde o início do mandato, em 2002, Ricardo Stuckert mostra uma seleção de fotos da relação do Presidente Lula com a população. 
    Presidente Lula discursa para populares.
    Presidente Lula cumprimenta populares durante viagem inaugural do Trem do Pantanal, em Aquidauana. Mato Grosso do Sul, 8 de maio
    Presidente Lula cumprimenta crianças durante cerimônia de assinatura do PAC, no município de Lauro de Freitas. Bahia, 9 de maio
    Presidente Lula em refinaria da Petrobras.
    Presidente Lula na comunidade de Lagoa Seca. Paraíba, 30 de outubro de 2003.
    Presidente Lula cumprimenta populares na cerimônia de instalação do Comitê Estadual de Articulação, do programa Territórios da C
    Presidente Lula durante cerimônia de entrega de ampliação das instalações do IFPI no Piauí. Teresina, 14 de outubro de 2010.
    Presidente Lula participa da inauguração de usina de biodiesel em Iraquara. Bahia, 10 de fevereiro de 2007.
    Presidente Lula na cerimônia de inauguração de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida no Residencial Casas do
    Presidente Lula ajuda na colheita da mamona destinada à produção de biodiesel, em Eliseu Martins. Piauí, 4 de agosto de 2005
    Presidente Lula na cerimônia de Lançamento do Programa Territórios de Paz, no Complexo do Alemão. Rio de Janeiro, 4 de dezembro
    Presidente Lula cumprimenta crianças durante comício em Timon. Maranhão, 24 de outubro de 2006.
    Presidente Lula durante viagem inaugural do Trem do Pantanal. Mato Grosso do Sul, 8 de maio de 2009.

    08/11/10

    Minas teve a primeira mulher eleita em 1936


    Publicação: 07/11/2010 07:47 Atualização: 07/11/2010 08:01
    Maria Izabel Vieira ocupou o cargo de vereadora em Caratinga (Núcleo de Documentaçãoo e Estudos Históricos do Centro Universitário de Caratinga/Divulgação)
    Maria Izabel Vieira ocupou o cargo de vereadora em Caratinga
    Quem foi a primeira mulher eleita em Minas? Estudo realizado pelo historiador e geógrafo Nelson Sena aponta Maria Izabel Vieira Campos, vereadora eleita, aos 54 anos, em Caratinga, no Vale do Rio Doce, em 7 de junho de 1936, pelo Partido Republicano Mineiro (PRM). Apesar de a Justiça Eleitoral não ter registros de pleitos anteriores a 1947, levantamento histórico do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirma a possibilidade de naquele ano a primeira mulher ter assumido um posto político no estado. No entanto, não é possível garantir que Maria Izabel tenha sido a única mulher eleita em Minas em 1936.

    Embora tenham se passados 74 anos, o estudo mostra que a eleição da vereadora tem muito em comum com a da primeira presidente do país, Dilma Rousseff (PT), que também é mineira. “São contextos muito diferentes, mas vejo na Dilma a mesma personalidade forte e de autoridade da minha tia. A luta também é a mesma”, compara o sobrinho e afilhado de dona Izabel Hugo Alves Vieira, de 73 anos.

    Ser do sexo feminino nunca foi uma questão na vida de Maria Izabel, que sempre impôs respeito aos companheiros da época, conta Hugo. Rodeada por homens, a professora alta, magra e de feição rígida era severa e muito religiosa. A campanha que a elegeu, inclusive, levantou questões morais que voltaram a pautar, neste ano, os debates das eleições presidenciais no segundo turno no país. Nelson relata, em seu estudo, que o discurso daquela mulher “era conservador ao extremo, afinado com o pensamento da Igreja Católica e com o conservadorismo típico do coronelismo”.

    A história política da “mãe dos padres”, como era chamada, se confunde também com o caminho que ela traçou na educação. Maria Izabel era dona do Instituto Nossa Senhora Auxiliadora. O colégio, respeitado na cidade por ter um regime de internato quase militar, deu à sua proprietária prestígio entre os moradores e políticos. “O colégio era o local em que eles (os políticos) faziam os encontros”, disse Hugo, que estudou na escola da tia.

    O fato de nunca ter assumido um cargo político e ainda de ser mulher tornaram sua eleição extremamente difícil. Maria Izabel não enfrentou apenas a oposição externa, mas a do seu próprio partido, em que muitos não aceitavam sua feminilidade. Segundo os levantamentos do professor, sua ligação com a educação e com a Igreja Católica foi o fator que a levou a conquistar uma cadeira na Câmara. A professora derrotou, além de candidatos tradicionais na cidade, o próprio irmão, Raymundo Nonnato Vieira, que mais tarde seria presidente da Câmara.

    Maria Izabel, ao centro, durante cerimônia de convocação da Câmara Municipal de Caratinga (Núcleo de Documentaçãoo e Estudos Históricos do Centro Universitário de Caratinga/Divulgação)
    Maria Izabel, ao centro, durante cerimônia de convocação da Câmara Municipal de Caratinga
    Discurso no jornal

    O primeiro discurso como vereadora, publicado no jornal local, O Município, em 26 de agosto de 1936, mostra que sua candidatura passou por uma disputa de ataques, assim como ficou marcada a eleição deste ano: “É ocasião de deixarmos à margem as nossas pequeninas contrariedades, mágoas e ressentimentos, a fim de que algo de útil possa ser construído. Sua interrupção, se quisermos fazer a política dos ditinhos, dos disse-me-disse, das intriguinhas… Vamos! Para a frente! Trabalhemos todos, patrioticamente, irmãmente, para uma causa comum. A causa de Caratinga!”.

    Na mesma linha de unir as forças políticas em prol do país, Dilma, na noite de 31 de outubro, prometeu governar com todos os partidos, mesmo os de oposição: “Convido a todos, independentemente de cor partidária, para uma ação determinada, para uma ação efetiva, para uma ação enérgica em prol do futuro de nosso país. Sempre com a convicção de que a nação brasileira será exatamente com a grandeza daquilo que nós todos fizermos por ela”, disse.

    Lula anunciará compra de caças

    Via IHU

    A escolha do caça francês Rafale para equipar a Força Aérea Brasileira (FAB) tem um preço político que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pretende deixar para a sucessora, Dilma Rousseff, uma ex-guerrilheira vista ainda com desconfiança por militares de gerações mais antigas.

    A reportagem é de Raymundo Costa e publicada pelo jornal Valor, 08-11-2010.

    Lula deve anunciar a opção pelos Rafale antes da conclusão de seu mandato para evitar que Dilma assuma uma demanda de forte potencial de crise na área da Defesa, um ministério de apenas 11 anos, mas pelo qual já passaram seis ministros civis e uma dezena de interinos militares.
    A decisão de Lula será tomada com base em parecer do Ministério da Defesa. A FAB nunca escondeu sua preferência pelo caça de fabricação sueca Gripen. O ministroNelson Jobim vai assumir o custo político da decisão, mas está cotado para permanecer no cargo no próximo governo.
    A compra de um lote de 36 caças para a FAB é apenas uma de muitas outras questões que envolvem a sucessão no Ministério da Defesa. Entre elas está a afirmação do poder civil, um processo que teve início efetivo quando Jobim aceitou comandar a Pasta, em julho de 2007.
    Jobim tem defensores no PMDB, seu partido de origem, e no PT. Mas está na Defesa como sendo da "cota pessoal" do presidente. Neste período os comandos das três forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) passaram de fato a seguir a linha de comando: antes as forças faziam suas peças orçamentárias, e o Ministério da Defesa apenas homologava. Agora a formulação é feita pelo ministério. Há troca de ideias com a tropa, mas o MD é quem define as prioridades e a política de compras.
    Também neste período foi aprovada a Estratégia Nacional de Defesa, em torno da qual havia igualmente dúvidas entre os militares. É o marco legal que rege toda a política de defesa e que, em última análise, justifica a opção pelos Rafale, mesmo o caça francês custando mais caro que alguns dos concorrentes.
    De fato, o avião francês, na proposta inicialmente oferecida ao governo brasileiro, sairia por quase o dobro do preço do Gripen sueco, o avião preferido da FAB. Mas a Defesa argumenta que há mais em jogo do que apenas o valor de compra do caça.
    Estariam em jogo, também, questões como a transferência de tecnologia e parcerias estratégicas. Um exemplo muito citado, ultimamente, é a negociação para a venda de seis aviões de transporte KC-390, a ser fabricado pela Embraer para a Argentina: Buenos Aires condicionou a compra à transferência de tecnologia. Este é um item hoje presente em qualquer negociação relativa a material de defesa.
    O anúncio a ser feito por Lula é o da decisão de comprar os 36 caças Rafale. Mas a conversa terá desdobramentos nas negociações dos termos contratuais. A tecla que o governo Lula insiste em bater é a da intransigência na questão relativa à transferência tecnológica.
    Externamente, também há um reposicionamento do país em termos de Defesa. No caso da aliança do atlântico, por exemplo, o Brasil tem se posicionado contrário à tentativa daOrganização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) de criar um novo novo conceito de soberania compartilhada Atlântico Norte-Atlântico Sul.
    O pré-sal ajuda a explicar as restrições brasileiras. A camada está dentro da faixa de soberania reconhecido pelo tratado do mar, que é de 350 milhas milhas. Os EUA não são signatários da convenção, portanto, do ponto de vista do direito internacional - segundo avaliação feita no Brasil -, se quiserem podem arrumar um pretexto para intervir na região para explorar o petróleo do pré-sal.
    No momento, Jobim se encontra na Europa. Em compromissos na Itália e na Alemanha, o ministro vai dizer que de maneira alguma o Brasil concorda com a internacionalização do Atlântico porque os EUA não são signatários do tratado do mar. Sem esta adesão, os brasileiros não se sentem seguros em relação ao respeito à soberania do país: esta seria uma garantia que ninguém poderia dar, do ponto de vista do direito internacional.
    O discurso que Jobim levou para os europeus é o de quem trabalha a médio e longo prazos. O ministro deve lembrar que alguns integrantes da Otan são parceiros do processo de reaparelhamento das Forças Armadas e que há grandes possibilidades de cooperação neste campo entre Brasil e Europa. Possibilidades que serão "tanto maiores quanto menor for o apoio da Europa a esquemas diplomáticos-militares que venhamos a entender como tentativas de reduzir a margem de autonomia do Brasil", como afirmou numa recente manifestação.
    Há outro tema na agenda não-oficial do ministro da Defesa: tentar desmitificar algumas teses em curso no velho continente sobre o Brasil e a América do Sul.
    Uma delas é a de que o programa nuclear brasileiro está passando por um desvirtuamento. Em resumo, que o país teria voltado a namorar a ideia de construir a bomba. Jobim vai insistir no discurso brasileiro: o programa tem fins pacíficos. A própria Constituição do país veda o uso bélico da energia nuclear.
    A outra tese é a de que há uma corrida armamentista na América do Sul. O reaparelhamento das forças, no Brasil e em outros países da região, decorreria, na realidade, do momento econômico favorável vivido por esses países. No entendimento da Defesa da "vida útil dos equipamentos militares se perdeu" e há uma necessidade premente de modernização tecnológica. Na realidade, além da penúria financeira, havia o receio dos civis de fortalecerem o poder militar que os afastou durante anos do poder.
    Jobim está cotado para ficar no cargo. O próprio Lula já lhe disse que gostaria que ele permanecesse. O coordenador da transição da equipe de Dilma já lhe telefonou para marcar uma conversa. Antes de aceitar comandar a Defesa, em julho de 2007, Jobim já fora abordado por emissários de Lula em cinco ocasiões.
    A primeira vez por Tarso Genro, seu conterrâneo e governador eleito do Rio Grande do Sul, outra por Franklin Martins, ministro da Comunicação de Governo, além de uma sondagem feita pelo próprio Lula e duas mais pelo ex-deputado Sigmaringa Seixas, em uma delas acompanhado do ministro do STF, Gilmar Mendes.
    O problema é que Jobim montara um escritório de advocacia, a cada dia mais bem sucedido ao deixar o Supremo, e como ex-presidente do STF já recebe, na aposentadoria, o teto salarial do servidor público. Ou seja, ele não ganha nada para ser ministro.
    Mas essa é uma decisão a ser tomada na volta do ministro, á partir da próxima quarta-feira. No PT e em setores próximos à equipe de Dilma há o entendimento de que a consolidação do poder civil no Ministério da Defesa é um um processo de no mínimo cinco anos. A base legal está pronta, mas ainda há muito o que fazer em termos de reestruturação. Ou seja, Jobim seria necessário pelo menos por mais dois anos. É quem detém este quebra-cabeças na memória.
    Há também demandas políticas por concluir. São os casos dos questão dos desaparecidos da guerrilha do Araguaia, a abertura dos arquivos e a instalação da Comissão da Verdade, pelo Congresso. Assuntos que estiveram na origem da maioria das crises que envolveram o Ministério da Defesa no governo Lula, além do caos do setor aéreo.
    Ironicamente, o programa de direitos humanos do governo Lula deu a Nelson Jobim a oportunidade de impor a autoridade de um civil num ministério refratário ao comando de um sem-farda (que ele, aliás, tratou de vestir em operações das três forças). Ex-presidente do Supremo, ele visitou cada um dos 11 ministros do tribunal para expor a defesa da tese de que a anistia concedida em 1979 era recíproca, ou seja, se aplicava também a militares acusados de envolvimento na tortura. Ganhou. Mas no processo teve de demitir um general de quatro estrelas que criticara o projeto de criação da Comissão da Verdade, a qual chamou de "comissão da calúnia". Com o reconhecimento da reciprocidade da lei da anistia, a comissão agora pode ser instalada sem que nenhum militar ou civil que reconheça ter vivido nos porões da tortura venha a ser por isso processado e condenado.

    03/11/10

    OAB reage a ataque ao Nordeste no twitter

    A seção Pernambuco da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) entra hoje, na Justiça de São Paulo, com representação criminal contra a onda de ataques aos nordestinos divulgada por meio do Twitter após a eleição de Dilma Rousseff.

    No domingo à noite, cabos eleitorais do PSDB começaram a postar mensagens ofensivas ao Nordeste, relacionando o resultado à boa votação de Dilma na região.A representação da OAB-PE é contra a estudante de Direito Mayara Petruso, de São Paulo, uma das que teriam iniciado os ataques.

    Segundo o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano, Mayara deverá responder por crime de racismo (pena de dois a cinco anos de prisão, mais multa) e incitação pública de prática de crime (cuja pena é detenção de três a seis meses, ou multa), no caso, homicídio.

    Entre as mensagens postadas pela universitária, há frases como: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".

    - São mensagens absolutamente preconceituosas. Além disso, é inadmissível que uma estudante de Direito tenha atitudes contrárias à função social da sua profissão. Como alguém com esse comportamento vai se tornar um profissional que precisa defender a Justiça e os direitos humanos? — diz Mariano.

    Em julho deste ano, a seção pernambucana da Ordem já havia prestado queixa à Polícia Federal contra pelo menos dez usuários do Twitter, por mensagens ofensivas aos nordestinos após as enchentes na região.

    - Essas redes sociais são meios de comunicação de alcance nacional, e crimes que ocorram nelas são de ordem federal. São ofensas que atingem a todos os nordestinos, existe um direito difuso aí sendo desrespeitado — completa Mariano, para quem o nível agressivo da campanha pela internet este ano, apesar de não justificar os ataques, pode tê-los estimulado.

    No domingo, usuários do Twitter insatisfeitos com a vitória de Dilma começaram a postar frases como "Tinham que separar o Nordeste e os bolsas vadio do Brasil" e "Construindo câmara de gás no Nordeste matando geral".Como reação, outros usuários passaram a gerar uma onda de mensagens com "#orgulhodesernordestino", hashtag que ficou entre os primeiros lugares no ranking mundial de temas mais citados no Twitter.

    Mapa de votação para presidente por município

    Desconstruindo falácias.
    Veja o mapa, clicando aqui, da votação para presidente por município.

    Um registro histórico




    Caso não consiga assistir ao vídeo, entre no www.sertao18.blogspot.com
    Correu notícia de que este soldado teria morrido. Não é verdade.

    30/10/10

    Índio da Costa (vice do Serra) é expulso da rocinha

    Vejam o vídeo que vocês não irão ver na TV.

    Até tu, Kamel

     Do Cachaça Araci

    Olha os indecisos da Dilma!

    O AlibabáKamel precisou pedir à Dilma pra sair, hihihihihihihihi, tava atrapalhando os "indecisos" do Seu Zé!

    Contaram (@alansilva1974) no twitter bastidores do debate: o Ali Kamel ficou desesperado, chamando ate Joao Santana para "apartar" Dilma dos "indecisos"! Aí alguém comentou: "O melhor do debate foi o Ali Kamel pedindo para a Dilma sair".

    E o outro respondeu: Não, o melhor foi ele levar mulher e filha, linda, para tirar foto com Dilma!

    Pode uma coisa dessas? O gajo nos violenta todo dia e no debate final bajula a Dilma! Pensei, a família deve ter pedido (tipo você não gosta de mim, mas sua filha gosta). Mas não, segundo o @alansilva1974, ele queria ter uma foto com a futura presidenta.

    E mais: "Enquanto Dilma estava nos braços dos 'indecisos', Zerra ficou escanteado, até constrangido esperando para ir para a coletiva!"

    Toma, Serra! Toma, Globo!

    Minas está com Dilma

    Minas dilmou

    Dilma tem 17 pontos de vantagem em Minas, aponta EM Data
    Pesquisa mostra a candidata petista com 49% da preferência do eleitorado no estado, enquanto o tucano José Serra aparece com 32% dos votos totais


    Isabella Souto -

    Publicação: 30/10/2010 07:02 Atualização: 30/10/2010 07:32

    Se depender da vontade dos mineiros, Dilma Rousseff (PT) será eleita presidente do Brasil neste domingo, com 49% dos votos totais – 17 pontos percentuais a mais que o adversário José Serra (PSDB), que tenta, pela segunda vez, se eleger para o cargo e teria 32% da preferência do eleitorado. No entanto, ainda é grande o número de eleitores indecisos no estado: 13%, o equivalente a mais de 1,8 milhão de pessoas. Ainda que o tucano conquistasse esses votos, não conseguiria mudar o quadro eleitoral em Minas Gerais. Na análise dos votos válidos, a diferença é ainda maior: 22% – Dilma aparece com 61% e o tucano, com 39%.
    Os dados fazem parte da pesquisa realizada pelo Instituto EM Data com 1,1 mil eleitores entre os dias 27 e 29. Outra conclusão, a partir do levantamento, é que nem Dilma nem Serra conseguiram conquistar o voto de quem escolheu a senadora Marina Silva (PV) no primeiro turno das eleições – pelo menos, se comparados os números ao resultado das urnas em 3 de outubro, quando a petista recebeu 46,98% dos votos e o tucano 30,76%. Neste segundo turno, 7% declararam a intenção de votar nulo.
    "Um quinto dos eleitores não foi conquistado por nenhum dos candidatos. Eles podem mudar de posição ou aproveitar o feriado e não comparecer às urnas. É bem provável que deixem para escolher o voto na última hora", opinou o cientista político e diretor do Instituto EM Data, Adriano Cerqueira. De acordo com a pesquisa, 32% de quem está indeciso decidiu qual seria seu voto, no primeiro turno, poucos minutos antes de votar: 9% deles na fila e 23% no momento de digitar os números. Entre os que declararam votar nulo, 14% decidiu na fila ou em frente à urna. Eles representam 4% do eleitorado.
    De acordo com Adriano Cerqueira, o grande número de indecisos e votos brancos ou nulos – um total de 20% – pode ter como uma das explicações a realização de uma campanha que priorizou a troca de ataques entre os candidatos, em vez de apresentação de propostas para o país. Desde o início do segundo turno, os candidatos estiveram envolvidos em discussões sobre o aborto, privatização da Petrobras e envolvimento de aliados em corrupção ou atos ilícitos – assuntos que viraram temas das propagandas eleitorais e debates na televisão.
    DEPENDÊNCIA Ter o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é importante para boa parte dos eleitores de Minas Gerais. Para 42% deles, a aliança com o petista aumenta em 42% as chances de votar em um candidato. O senador eleito Aécio Neves (PSDB) influencia o voto de 29% dos entrevistados. O pedido de Lula por votos não faz diferença para 48% dos mineiros que responderam ao questionário, enquanto o apoio de Aécio Neves é indiferente para 57%. "Isso mostra que Dilma é muito mais dependente do Lula que o Serra do Aécio", analisa Adriano Cerqueira.
    Os cruzamentos regionais mostram que Dilma Rousseff tem a preferência do eleitorado em cinco entre as seis mesorregiões mineiras. A maior diferença é no Norte, Jequitinhonha e Mucuri, regiões mais carentes do estado e mais atingidas pelos programas sociais do governo Lula. Nesses locais, a petista é votada por 60% dos eleitores, quase três vezes mais que José Serra, apontado por 23%. O tucano lidera a pesquisa apenas nas regiões Sul e Sudoeste, onde tem a preferência de 47% dos eleitores, nove pontos percentuais a mais que sua adversária.
    Curiosamente, Dilma tem mais votos entre os homens (54%) e Serra entre as mulheres (44%). A petista tem uma larga preferência entre os eleitores que têm até o ensino médio. Levando-se em conta aqueles que têm curso superior incompleto ou mais, os candidatos estão empatados tecnicamente: 38% a 35% para Dilma e Serra, respectivamente.
    METODOLOGIA O Instituto EM Data ouviu 1,1 mil eleitores entre o dia 27 e ontem. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 37.853/2010. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento contou com a consultoria técnica da Giga Consultoria Ltda.
    PRIMEIRO TURNO
    No primeiro turno, o EM Data fez três pesquisas: de 26 a 29 de agosto; de 19 a 21 de setembro e de 29 de setembro a 1º de outubro. A candidata do PT apareceu com 47%, 49% e 43%, respectivamente. Serra com 28%, 21% e 26%, e Marina Silva (PV) obteve 8%, 13% e 16% das intenções de votos nas três datas. Eleitores indecisos ou que votariam em branco eram 12%, 11% e 9%, enquanto os que não responderam ou que anulariam o voto somaram 4%, 4% e 5%, respectivamente.

    Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2010/10/30/interna_politica,18... 


    O machismo nas eleições

    O machismo de José Serra

    por Cynthia Semíramis

    Já era de conhecimento público o machismo de José Serra. Em 2009, FHC descreveu Serra para a revista Piauí:
    “Antes de decidir, ele ouve bastante gente, mas leva mais a sério as mulheres. Como o Serra é muito competitivo, qualquer conversa dele com um homem tende a se tornar um embate. E com as mulheres ele acha que não tem competição”.
    Essa visão de superioridade masculina sobre as mulheres marca os comentários de José Serra. Ele reproduz o cânone machista que inferioriza a mulher, retira dela a autonomia e a transforma em objeto de seus interesses políticos.
    José Serra flerta com jornalista quando está sendo entrevistado. E mesmo se dizendo cristão devoto, afirma que na política pode-se ter amantes, desde que seja de forma discreta.
    Ele não tem pudor em usar e descartar mulheres na campanha, mesmo que sejam parentes. Colocou a esposa para atacar Dilma falando de aborto. Confrontado sobre esses ataques durante debate televisivo, optou por se calar ao invés de explicar a situação ou defender o posicionamento da esposa. Quando veio a público que Monica e José Serra haviam feito um aborto, Monica foi afastada da campanha.
    Ele também usou a filha Veronica: trouxe a público a quebra de sigilo fiscal de Veronica, ocorrida em 2009, acusando o PT de ser o responsável pela quebra de sigilo. No entanto, a quebra de sigilo resultou de disputa entre tucanos mineiros e paulistas. Assim que começaram a divulgar a responsabilidade dos tucanos, e irregularidades sobre Veronica a respeito de quebra de sigilo de brasileiros se tornaram matéria de capa na Carta Capital, Veronica foi convenientemente tirada de foco.
    A última pérola machista aconteceu ontem. Em Uberlândia, José Serra afirmou:
    “Se você é uma menina bonita, tem que conseguir 15 votos. Pegue a lista de pretendentes e mande um e-mail. Fale que quem votar em mim tem mais chance com você”.
    Com isso, ele está sugerindo que função de mulher ser cabo eleitoral, manipulando “pretendentes” (vocabulário do século XIX!), trocando atenção masculina por votos. Em resumo: agir como prostituta, não para obter dinheiro e se sustentar, mas para obter votos para ele. No Twitter, Serra foi duramente criticado e recebeu a hashtag SerraCafetao, que está tendo grande repercussão.
    Atenção para o “menina bonita“, que descarta, de uma vez só, as mulheres adultas e as mulheres feias (quem define “feiúra”, se beleza não é um padrão universal?) José Serra está reforçando a misoginia e deixando evidente o contexto machista de toda a campanha eleitoral tucana: papel de mulher é ser bonita, obediente e disposta a favores sexuais em nome de um candidato.
    Outros episódios serristas podem ser elencados, como a constante tentativa de desqualificar em termos machistas a candidata Dilma Rousseff.
    Fica claro que, para José Serra, lugar de mulher é sob as ordens dele. Ele até ouve os conselhos (será que ouve críticas também?) das mulheres, e depois as deixa em segundo plano, retirando-as do limbo somente quando necessário para atingir fins políticos. Se não os atinge, elas são descartadas e ignoradas.
    Fato: José Serra é machista. Ao expor seu machismo continuamente, acaba por perder o respeito das mulheres que têm autonomia, que não querem ser manipuladas, que se recusam a agir como prostitutas eleitorais.

    28/10/10

    Serra, a verdadeira ameaça à liberdade de expressão

    Por Walter Decker
    Um DEMOCRATA 

    Serra e a liberdade de expressão
    publicado quarta-feira, 27/10/2010 às 20:52 e atualizada quarta-feira, 27/10/2010 às 20:25
    ebo, do jornalista Antônio Biondi, levantamento exaustivo que mostra o apreço de José Serra pela liberdade de imprensa… === José Serra não lida bem com perguntas que questionem seus pontos de vista. Coloca-se como um defensor da liberdade de imprensa, mas desrespeita jornalistas que publiquem matérias desfavoráveis a seus interesses. Em 27 de setembro de 2010, Marina Silva deu declarações que ajudam a entender o padrão de comportamento do presidenciável com a imprensa: “Tenho ouvido reclamações nos últimos dias que o ex-governador José Serra tem ficado nervoso quando fazem perguntas que ele não gosta. Ouço também relatos de que há uma tentativa de intimidação dele aos jornalistas. Existem duas formas de tentar intimidar a imprensa. Uma é aquela que vem a público e coloca de forma infeliz uma série de críticas. Outra é aquela que, de forma velada, tenta agredir jornalistas, pedir cabeça de jornalista, o que dá na mesma coisa, porque o respeito pela democracia e pela liberdade de imprensa é permitir que a informação circule. Serra constrange e tenta intimidar jornalistas”. (Fonte: IG) Se você é jornalista e trabalha em uma redação, já deve ter ouvido alguma história sobre telefonemas que ele teria dado a donos e diretores pedindo a demissão de repórteres “irresponsáveis”. Decidimos reunir apenas episódios concretos, públicos e comprováveis, para que o eleitor tenha ferramentas para ajustar sua percepção à realidade.
    13 de outubro de 2010
    Vítima: Valor Econômico (repórter Sérgio Bueno) O repórter Sérgio Bueno fez pergunta sobre Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. E ouviu do candidato: “Seu jornal faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral. Eu sei que, no caso, vocês não têm interesse na Casa Civil, naquilo que foi desviado. Seu jornal, pelo menos, não tem. Agora, no nosso caso, nós temos.” Horas depois, a diretora de redação do Valor, Vera Brandimarte, ensinou: “O jornalista [Sérgio Bueno] só estava fazendo o trabalho dele, que é perguntar. Todos os candidatos devem estar dispostos a responder questões, mesmo sobre temas que não lhes agradem”. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1410201008.htm
    28 de setembro de 2010
    Vítima: Folha de S.Paulo (repórter Breno Costa) Em Salvador, diálogo entre o repórter Breno Costa, da Folha, e o candidato do PSDB. “Candidato, nesses últimos dias de campanha, qual deve ser a [sua] estratégia?”. Resposta de Serra: “Certamente não é perder tempo com matéria mentirosa como a que você fez”. Sobre a matéria, explicação da Folha: “Serra referia-se à reportagem que mostrou ressalvas feitas por técnicos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo no ano de 2009, quando ele era governador. As objeções técnicas do TCE-SP, que aprovou suas contas, referiam-se a ações que, hoje, fazem parte da lista de promessas do tucano”. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2909201010.htm
     15 de setembro de 2010
    Vítima: CNT/Gazeta (entrevistadores Márcia Peltier e Alon Feurwerker) Serra irritou-se durante gravação e ameaçou deixar o programa “Jogo do Poder”, da CNT, comandado por Márcia Peltier e Alon Feurwerker. Ele não gostou de perguntas feitas e depois de dizer que estavam “perdendo tempo” com aqueles assuntos, passou a discutir com Márcia. Disse que, em vez de tratarem do programa de governo, estavam repetindo “os argumentos do PT”. Em seguida, levantou-se para deixar o estúdio. “Não vou dar essa entrevista, você me desculpa. Faz de conta que não vim”, disse Serra, reclamando que a entrevista não era um “troço sério”. Logo depois, pediu que os equipamentos fossem desligados e disparou: “Isso aqui está um programa montado.” A apresentadora negou com firmeza a acusação e teve uma conversa reservada com Serra. Só então o candidato aceitou voltar ao estúdio. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1609201022.htm
    7 de agosto de 2010
    Vítima: TV Cultura – Gabriel Priolli No final da tarde, Fernando Vieira de Mello, vice-presidente de conteúdo, chamou Priolli à sua sala para comunicá-lo de seu afastamento da direção de jornalismo da emissora. O episódio aconteceu apenas 5 dias depois de Priolli assumir o cargo. Ele havia encomendado uma reportagem sobre pedágios. A Folha escreveu sobre o episódio: “Nos corredores da emissora e na blogosfera, circula a informação de que, por trás da saída de Priolli, está uma reportagem sobre problemas e aumento nos pedágios. A reportagem teria sido “derrubada” – jargão para o que não é veiculado – por Mello. “A reportagem não foi ao ar na quarta-feira por uma razão simples: não estava pronta”, diz Mello. “Eram ouvidos só [Geraldo] Alckmin e [Aloísio] Mercadante. Em período eleitoral, somos obrigados a ouvir todos os candidatos. Foi isso que fizemos”, acrescenta. Dias antes, outra dança de cadeiras originou rumores sobre a influência do governo estadual sobre a TV. Segundo estes, Heródoto Barbeiro teria sido substituído por Marília Gabriela no Roda Viva por ter feito uma pergunta incômoda a Serra. Escreveu o Observatório da Imprensa: “Explicações complicadas terão que ser dadas pelo candidato à presidência José Serra – acusado de ter pedido a cabeça dos jornalistas” Fonte:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=597IPB010
    23 de agosto de 2010
    Vítima: TV Brasil O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, se irritou com uma pergunta de uma jornalista da TV Brasil, emissora estatal, sobre o fato de a propaganda na TV completar uma semana hoje e a expectativa do tucano de conseguir reagir nas pesquisas. “Pergunta lá pro seu pessoal na TV Brasil. Eles têm uma opinião”, disse Serra. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/poder/787723-serra-se-irrita-com-pergunta-de-jornalista-da-tv-brasil.shtml
    Julho de 2010
    Vítima: Rádio Mirante AM, do Maranhão – repórter Mário Carvalho Serra irritou-se quando foi perguntado sobre o que faria para diminuir sua rejeição no Nordeste. Respondeu: “Onde você viu essa informação? Você está fazendo campanha para Dilma”. “No Ibope e no Datafolha”, disse Carvalho. “De qual emissora você é?” “Da Mirante AM”. “Não é rádio do Sarney? Eu não sei aonde você viu isso. Vamos fazer uma coisa, você quer fazer propaganda pra Dilma? Eu acho legítimo que sua rádio e você faça campanha para Dilma. Não tenho nada a me opor. Agora não venha falar mentira. Tudo bem, faz a campanha direto”, disse, gritando, Serra. 16 de julho Vítima: TV Globo – Fábio Turci O repórter Fábio Turci dirige a Serra uma pergunta sobre juros. O perguntado não esconde sua irritação, e indaga com a devida veemência: “De onde você é?” Turci esclarece ser da Globo. E Serra, de pronto: “Ah, então desculpe”. Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/pesos-e-medidas
    22 de junho de 2010
    Vítima: TV Cultura – Mediador Heródoto Barbeiro “Como o estado poderia prestar serviço não cobrando pedágios tão caros como são cobrados no estado de São Paulo? A gente viaja por aí e as pessoas reclamam que para ir de uma localidade à outra custa R$ 8,80″, questionou o jornalista. “Você tá transmitindo o que o PT vive dizendo”, acusou. O candidato explicou que o modelo de privatização de rodovias de São Paulo passou por mudanças em seu governo. “Nós mudamos o modelo de concessões e os pedágios baixaram em relação aos elementos anteriores”. Ao final da discussão, Serra classificou as indagações do jornalista de “trololó petista” e condenou Barbeiro por não apresentar resultados do governo tucano em São Paulo. “Essas perguntas têm sempre de vir acompanhadas de resultados”, exigiu o tucano. Logo depois, Barbero deixou a bancada do programa, dando lugar a Marília Gabriela. Assista ao bate-boca:http://www.cafenapolitica.com/wordpress/?p=1751
    29 de maio de 2009
    Vítima: Estadão – repórter Sandro Villar Escreveu o Estadão: “A entrevista coletiva foi tumultuada. A segurança reprimiu os jornalistas com certa dose de truculência. O governador fugiu das perguntas políticas. Ao ser perguntado pelo repórter do Estado se faria dobradinha com Aécio Neves na eleição para a presidência, Serra se irritou. “Pensei que você veio para perguntar sobre o hospital”, respondeu (em referência a uma pauta publicada). Um segurança agarrou o repórter na frente do governador, que condenou a atitude do rapaz (do repórter!) e soltou um sonoro palavrão impublicável.Villar declarou, em correspondência a Luis Carlos Azenha: “Não faz muito tempo surgiram informações de que o Serra foi submetido a um cateterismo realizado secretamente na calada da noite. Eu queria perguntar isso ao governador para ele desmentir ou não. Mas, pela segunda vez, fui agredido pela segurança de Sua Excelência. Protestei e disse que nem na época da ditadura militar fui tratado com tanta truculência” Fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,professores-chamam-serra-de-ditador-em-presidente-prudente,379226,0.htm
    10 de maio de 2010
    Vítima: Rádio CBN (Comentarista Miriam Leitão) Em entrevista pela manhã, Miriam perguntou se o presidenciável respeitaria a autonomia do Banco Central ou se presidiria também a instituição, caso vencesse a eleição. Serra primeiro respondeu que a suposição da jornalista era “brincadeira”. Em seguida, disse, ríspido: “Você acha isso, sinceramente, que o Banco Central nunca erra? Tenha paciência!” Questionado se interviria na instituição ao se deparar com um erro, Serra interrompeu Miriam: “O que você está dizendo, vai me perdoar, é uma grande bobagem.” 10 de maio de 2010 Vítima: Rádio Nacional Relato da Folha de S. Paulo: Um repórter da Rádio Nacional, emissora estatal, perguntou se o tucano acabaria com o Bolsa Família. Serra reagiu de forma ríspida. “Por que a pergunta? Porque disseram para você que eu vou acabar? Então eu gostaria de saber a fonte. Isso é uma mentira total”, afirmou. Em outro momento de irritação, Serra não quis detalhar sua posição referente à divisão dos royalties do pré-sal. “Não vou ficar repetindo.” Assessores de Serra procuraram repórteres para pedir desculpas pelo tom do tucano, que chegou ao evento com 40 minutos de atraso. Fonte:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2005201009.htm

    27/10/10

    CNT/Sensus: Dilma amplia vantagem sobre Serra

    Do Terra
    CLAUDIA ANDRADE
    Direto de Brasília 
    Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quarta-feira (27) mostra a candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, com 58,6% dos votos válidos contra 41,4% do tucano José Serra. A vantagem da petista aumentou em relação ao levantamento anterior, que mostrava 52,8% para Dilma e 47,2% para Serra.
    Os votos válidos desconsideram brancos e nulos, que somaram 4,7% dos 2 mil eleitores entrevistados entre os dias 23 e 25. Nos votos totais, Dilma chega a 51,9% enquanto o candidato tucano soma 36,7%. Eleitores indecisos somaram 6,8%.
    A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número 37609/2010.